Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

O Imposto de Renda do Blogueiro

O Rodrigo, do BlogAjuda, que aliás é um excelente blog para usuários do WordPress, que eu pretendo ainda um dia adotar, lançou uma grande dúvida na blogosfera: como fazer para declarar (e se deve ser declarada) a receita ganha através de pagamento por anúncios no blog por empresa como Google, Submarino, Mercado Livre, etc.





Continue lendo na minha nova página.

13 comentários:

Rodrigo P. Ghedin disse...

Fiquei assustado quando soube a porcentagem que somos obrigados a pagar no imposto de renda... Posso estar equivocado, mas na minha humilde opinião, 27,5% é um absurdo. Infelizmente, não tem como correr, e ano que vem farei minha (ingrata) estréia no pagamento do IR.

Sobre o MercadoLivre, eles exigem que o afiliado se cadastre na previdência como contribuinte facultativo. Isso nunca ficou muito claro para mim, embora tenha me cadastrado (e admito que é um erro entrar num negócio sem saber direito do que se trata), mas pelo que entendi, eu só contribuo com um valor referente ao quanto consigo gerar no programa (proporcional); se não ganho nada, não contribuo com nada. De qualquer maneira, é outro absurdo a quantidade de encargos que eles cobram, já que, além do INSS, cobram também ISS e uma taxa administrativa. Somando todos, os impostos na fonte respondem por quase 20% do valor gerado.

Quando a gente sente na pele a força e a injustiça dos impostos é que aquelas declarações de economistas, dizendo que o mau do Brasil é a excessiva carga tributária, fazem todo o sentido do mundo...

Mais uma vez, ótimo texto, Jorge. Parabéns e obrigado pelas informações!

[]'s!

Paulino Michelazzo disse...

O "mau do Brasil" não é a carga tributária excessivamente alta, mas sim o mau uso do dinheiro arrecadado. Como exemplo posso citar a Alemanha, país com que tenho certas relações e onde o imposto gira em torno de 40% dos rendimentos. Absurdo? Claro que não. Para um país que desconhece o que é plano de saúde privado, universidades de fundo de quintal privadas e que não se encontra um buraco no asfalto mesmo andando por duas semanas com a cabeça baixa a procura dos mesmos, não é alto. A vergonha não está em pagar 27% de imposto (se assim fosse, ricos na Suécia estariam contentíssimos pois lá a maior alíquota é de 88% sobre o capital); a vergonha está em pagarmos este absurdo para subsidiar uma máquina arcaica e não funcional que arruma as mais surreais desculpas para extorquir a população.

Thalis Valle disse...

Sinceramente?

Eu, você, fulano e ciclanos somos todos uns trouxas! Você (que lê) vai fingir que não é, até quando? Até aumentar mais os impostos, "arrumar" mais "caminhos" para embolsar parte da grana de quem luta pra conseguir? O Brasil é dignodo de vergonha. Seu povo é sem educação (literalmente falando), pobre, não-patriota, desonesto, mal-de-saúde, e tantas outras "coisinhas" que, cada dia que passa, tenho a certeza de que, morar no Brasil (no meio de tanta corja) é pagar karma espiritual! Vejo tanta coisa absurda de pessoas de "nome", "poder" que conheço, mas que a eles ninguém detém (porque enche em o bolso de muita gente, desonestamente) que praticamente eles se tornam donos de todo mundo; sociedade! E nós? Somos truxas marionetes, porque sabemos e temos que aceitar, porque quem não aceita é apenas mais um arquivo incômodo que é apagado.

Ah, nem sei o porque de estar falando isso, eu não li isso. Mais essa agora... imposto para blogueiros.

Meu Pai (é aquele do céu, mesmo) está demorando muito pra fazer justiça separando o joio do trigo. Quando vai acontecer essa revolução (catástrofe) para quem não tem fé?

Maurício disse...

Esse é o ponto, Paulino!

Se os impostos pagos revertem em favor do contribuinte, como nos países citados, pagam-se impostos de bom grado.

Outro dia assisti a uma reportagem de TV sobre os benefícios concedidos ao povo sueco, cuja carga tributária (para pessoas físicas) é muito maior do que a nossa, mas os benefícios (leia-se, serviços públicos de qualidade) são incomparavelmente melhores.

Arcanjo disse...

Concordo com o Paulino no sentido de que os impostos são mal empregados.

Jorge, as informações foram de grande valia. Parabéns!

Rafael Slonik disse...

Adorei o texto, obrigado!

Essa carga de tributos é que segura o Brasil no buraco.

Rodolfo disse...

Eu li o post de Jorge Araujo...
Eu acho um absurdo, pois já pago ao banco 20 dolares por cheque que eu troco... daqui a pouco vamos pagar para o governo, banco e provedores por cada post que deixamos em blogs...
Merdinha de país que vivemos...
Tenho adsense em todos os meus sites e fico indignado com isso.
Meus sites:
http://www.marombapura.com.br
http://www.goldcars.com.br
http://www.mundoanabolico.com.br
O que eu ganho não é muito, mas ajuda no final do mês...
Valew.

Guilherme Valadares disse...

Jorge, esse artigo está excelente!

Gostaria de pedir a você autorização para republicá-lo na íntegra em meu site, logicamente, citando a fonte.

Se puder me responder por email (gnv.bhz@gmail.com), agradeço.

Abraço,
Guilherme
www.papodehomem.com.br

Leo Paiva disse...

É assustador o valor dos impostos no Brasil. Acho que o principal problema é o mau uso do dinheiro arrecadado, como disse o Paulino Michelazzo.

O problema é que o imposto real pago é muito maior que estas aliquotas apresentadas. Mesmo depois de todos os tributos que incidem sobre um produto ou serviço, os cidadãos também são obrigados a pagar por SAÚDE, EDUCAÇÃO e SEGURANÇA de qualidade. Mas isto é dever do Estado e deve ser pago com o dinheiro arrecadado dos impostos.

Em alguns países, os impostos foram criados inicialmente para os Ricos, pois como eles tinham mais dinheiro, era mais "justo" utilizar este artifício para realizar melhorias para os mais pobres. Os pobres, então, sentiram-se justiçados e comemoraram!

Quando o dinheiro começou a entrar, os governos tiveram ainda mais "sede" e extenderam a cobrança para os pobres. Era incontestável o poder trazido por todo esse dinheiro e o que ele poderia fazer.

Não há na história um indivíduo que goste de pagar imposto. O próprio nome "imposto" já dá uma idéia de algo que não agrada. Ninguém gosta de fazer as coisas obrigados. Há inúmeras teorias de que o mal de tudo é a existência dos Governos (e seus sangue-sugas. Não são os de Brasília não!).

Mas isso é assunto pra outra conversa.

Abraços e parabéns pelo artigo!

Robson disse...

Olá, não entendi uma coisa.

Vamos supor que eu ganhe:

Janeiro - R$200
Fevereiro - R$250
Março - R$1.500
Abril - R$900
Maio - R$300
Junho - R$1.000
Julho - R$2.500
Agosto - R$800
Setembro - R$1.600
Outubro - R$500
Novembro - R$250
Dezembro - R$3.500

No total do ano, obtive mais de R$12.000. Entretanto, alguns meses eu ganhar mais de R$ 1.257,12 e outros, menos. Ainda sim tenho que declarar o imposto de renda?

Muito obrigado e excelente Blog!

S.Phoenix disse...

Olá Meritíssimo,

Parabéns pelo artigo.
Agora, tenho uma pergunta e gostaria que ajudasse com a resposta (seja aqui mesmo - basta postar normalmente - seja através do meu blog, ou através do meu e-mail - que está no meu blog).
No caso do Blogueiro que começou a blogar em Março, e que veio obtendo rendimentos durante o ano todo, acumulando um cheque de R$10.000, onde ele recebe apenas em Dezembro. Ele terá que declarar imposto de renda?
Ou seja, teoricamente ele recebeu menos do que é necessário, estou certo? Ou se computa o valor do mês (uma vez que ele ganhou R$10.000 em um mês)?

Muito obrigado pela atenção,

S.Phoenix

S.Phoenix disse...

Meritíssimo, só mais uma coisa, as suas Labels (Legendas) desse post estão como se fosse uma só frase. E não palavras separadas. Delete-as e refaça, assim ficara mais fácil organizar os posts.

Obrigado,

S.Phoenix

Victor Bogado disse...

Só uma pequena questão, se eu pago para manter a infra-estrutura(*) do blog teoricamente eu poderia descontar estes valores da receita que a página me dá? Afinal até que eu alcance o valor pago por provedores, dominio e outras coisas que colocam o blog ativo eu não estou tendo nenhum lucro real no blog. Ou será que terei que pagar imposto, mesmo que os anúncios estejam apenas diminuindo o custo do blog.

(*) Nem todo mundo usa infra-estruturas gratuitas como as do blogger.